Chegamos na Escola Indígena Baniwa Coripaco Pamáali!!!

Depois de três dias de viagem de voadeira com um motor 20 HP pelos Rios Negro e Içana, chegamos na segunda-feira, dia 2 de abril, de manhã na EIBC Pamáali. Durante o caminho, paramos em várias
comunidades: Buiya-Igarapé para dormir no sábado; Tunui-Cachoeira para o piloto passar a cachoeira sem a gente no barco no domingo na hora do almoço; em seguida na comunidade do piloto, São José; e em Juivitera,
onde dormimos no domingo.

Cada comunidade tem uma espécie de salão para receber os viajantes. É só chegar, bater um papinho com os moradores e estender a rede. Em Buiya e em Juivitera eles eram de madeira, na primeira sem parede
alguma e com teto de palha e na segunda com cercadinho de madeira até a metade e teto de zinco. De noite a temperatura cai, mas o ambiente aberto não é problema se você tem algo para se cobrir.

Nos disseram que na escola teríamos uma casinha para ficar este mês. Chegando aqui, ficamos surpresos com o tamanho da “casinha”. São três ambientes: a porta da casa da para uma sala onde tem uma mesa com um
banco daqueles compridos para a gente estudar; esta sala dá para uma cozinha onde eles colocaram outra mesa e onde nos colocamos o fogãozinho de camping que eu comprei; a cozinha dá no quarto onde tem
mais uma mesa para a gente colocar a nossa tralha e onde atamos nossas redes. A parede é de tijolo, o teto de palha e o chão de terra batida.

Atrás da casa tem uma calha para a gente recolher água da chuva e ter água transparente (água branca, como eles dizem por aqui), pois assim como o Rio Negro, o Içana tem águas escuras. Quando chegamos, estava chovendo e eu fui logo colocando um balde lá embaixo, depois o pessoal daqui nos providenciou uma caixa d’água enorme. Torci para chover muito de noite e ela encher toda, mas hoje de manhã só tinha um tiquinho de água. Um pouco mais pra trás tem a casinha do gerador, que é ligado todo dia das 19h às 21h30, e uma outra casinha com um banheiro turco improvisado (que na minha opinião saiu melhor do que o original).

Eu e o João fomos pegos de surpresa com a recepção na escola. Estavam todos nos esperando em uma sala de aula e quando entramos, todos aplaudiram. Depois os alunos cantaram duas músicas que eles prepararam
e nos foram apresentados um a um, assim como os professores. São cerca de 40 estudantes. Por enquanto eles ainda estão super tímidos com a gente, mas espero que a gente vá criando intimidade com o passar do
tempo.

As aulas vão até o dia 24. No dia 25 estamos esperando cerca de 800 pessoas para a Assembléia dos 10 anos da escola. O evento acaba no dia 27 e no dia seguinte acredito conseguir uma carona para voltar para
São Gabriel da Cachoeira. Lá pretendo ficar ainda uma semana para fazer mais algumas entrevistas, e depois, Brasília!

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Sobre Edu Élleres

Guitar teacher turned neuroscientist turned guitarist, passionate and obsessed with finding better ways of teaching music.
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4 respostas para Chegamos na Escola Indígena Baniwa Coripaco Pamáali!!!

  1. Edu Élleres disse:

    Fico muitíssimo feliz e aliviado em saber que está tudo bem, fora os mosquitos…
    Bom trabalho, meu anjinho lindo!

  2. benjamimray disse:

    É isso aí Isis. Manda notícias, que estamos sempre passeando o Içana no seu blog.

    Abraços

    Raimundo

  3. Clarice Valle disse:

    Emocionante!!!!!!!
    Um beijão!

  4. cleane do valle disse:

    Muito sucesso e seu trabalho está maravilhoso.Continue!!!!!!!!!!!!!!!! Bjs

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