BAAARCO ????? HAHAHAHAHAHAHAHA

Para ir à escola Pamaali, situada em território indígena, é preciso uma autorização da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Pelo que o pessoal da FOIRN me explicou, eu vou até São Gabriel da Cachoeira e peço a permissão da FOIRN, que também já agiliza a da FUNAI. Não preciso sair com a autorização daqui de Brasília.

Na FOIRN, o único que pode autorizar a entrada em terras indígenas é o diretor, Irineu Rodrigues (Será que é meu primo?). Liguei la na semana passada para acertar os últimos detalhes da minha ida até a escola, mas ele tinha viajado para Manaus e só voltaria essa semana. Para não dar ligação perdida, aproveitei para já fazer umas perguntas para a mocinha que me atendeu.

Sim eu posso lavar o meu cabelo com shampoo (“Ta achando o quê? O índio é civilizado, esse banho de índio que você esta imaginando não é assim não” – Sendo que a única coisa que eu estava imaginando era todo mundo me olhando de cara feia por estar poluindo o rio). Levar rede, mosquiteiro de rede (eu nem sabia que existia um especifico, mas já providenciei), repelente… “Vou providenciar tudo isso então”, eu disse.

A minha maior preocupação, porém,  ainda era como chegar até a escola. Eu não pude vir no inicio do período letivo, na segunda quinzena de março, pois ainda estava esperando o meu visto francês sair. Ou seja, nada de pegar carona com os alunos. Quando se demora de dois à três dias de barco para chegar à escola, você não fica indo e voltando para casa todos os dias. Os períodos letivos são de dois meses e o pessoal “mora” na Pamaali durante esse tempo. Depois os alunos voltam para as suas comunidades, onde também ficam dois meses. Mas não são férias! Esse é o momento de desenvolver os projetos elaborados na Pamaali.

Então eu perguntei para a moça como é que eu chegava até a escola. “Avião até Manaus, outro avião até São Gabriel”. Sim, essa parte, eu já sabia. Depois eu pego um barco para subir o rio até a escola. Mas como eu arrumo esse barco? “BAAARCO ????? HAHAHAHAHAHAHAHA” – ela não parava de rir, e rir MUITO alto. Sabe daquele jeito que você faz quando ri da cara de alguém? Pois é. O Kelsen, que tinha saído do quarto, chega voltou pra ver o que estava acontecendo (isso que da skype sem fone de ouvido). E a moça rindo.

“BAAARCO ????? HAHAHAHAHAHAHAHA VOCÊ VAI É DE VOADEIRA” (“sua patricinha de Brasília”, ela esqueceu de acrescentar). Ué… voadeira não é um tipo de barco? Para mim, tudo o que anda em cima da água é barco.  Segundo o Kel, se eu seguir esse raciocínio, Jesus é um barco.

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Sobre isisvalle

New media journalist, digital inclusion researcher and nutritionist to be.
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5 respostas para BAAARCO ????? HAHAHAHAHAHAHAHA

  1. Efraim Queiroz disse:

    Nem chegou lá e é alvo de piadas. Imagine o estoque de histórias que terá quando voltar.

  2. Kelsen disse:

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK eu testemunhei isso! kkkkkkkkkkk

  3. Franklin disse:

    É uma aventura.
    Quando eu fui – 1993 para Haximu – foi mais confortável e rápido: helicóptero do Exército.

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